A educação inclusiva tem sido um tema de ampla discussão nos diferentes ambientes educativos nos últimos anos. A proposta consiste em promover a inclusão de pessoas com necessidades especiais na rede regular de ensino. Espera-se atender e acompanhar de forma efetiva os educandos em suas diferentes necessidades e processos de desenvolvimento e aprendizagem dando passos significativos para a transformação da educação no Brasil.

Consequentemente, o número de pessoas inscritas em instituições educativas que oferecem um atendimento diferenciado e especializado, com estruturas adaptadas, equipamentos, recursos e profissionais capacitados têm diminuído progressivamente. E as escolas públicas, mesmo com seus grandes desafios, estão acolhendo novos educandos e com eles, importantes desafios.

Falar de inclusão continua sendo um grande desafio mesmo estando no sec. XXI. Século dos grandes avanços científicos e tecnológicos. Era da globalização em que a comunicação e as relações se estreitam ainda mais por meio dos “links” invisíveis dos múltiplos meios de comunicação social. Tempos em que nasce uma geração de maior tolerância e até mesmo apreço pelo diferente.

Tratar de educação inclusiva neste contexto exige profissionalismo e posturas permeadas de princípios e valores éticos, porque permanecem abertas muitas feridas e marcas deixadas pela longa historia de exclusão social.

Educação inclusiva, portanto, não supõe apenas uma reestruturação do espaço físico dos centros educativos, como ainda pensam algumas pessoas e órgãos públicos. Faz-se necessário mais que uma transformação física da escola. Torna-se imprescindível uma transformação que comece desde dentro das pessoas envolvidas e em toda a sociedade. Urge uma mudança de paradigmas e ate mesmo da própria linguagem. E por suposto uma renovação das políticas públicas.

O Direito ao acesso a Escola, precisa estar respaldado pelo compromisso do Estado de investir na educação, garantindo a reestruturação dos espaços físicos e a promovendo formação, capacitação e qualificação dos profissionais de educação.  Requer uma constante transformação das estruturas sociais para que a inclusão aconteça não apenas dentro da escola, mas em toda a vida social.

Consiste em um desafio social trabalhar e resgatar importantes valores como respeito, dignidade, cuidado, cooperação, colaboração e a acolhida. Somente assim se notará com maior evidencia os traços de transformação da educação no Brasil.

Gislaine dos Santos – Educadora Infantil – Creche Olívia Tinquitella

Fonte imagem: http://www.usp.br/aun/exibir.php?id=5186