Archive for dezembro, 2009

Minas é mais uma vez primeiro lugar na Olimpíada Brasileira de Matemática

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Matéria publicada no site da Secretaria de Estado de Educação

Estado conquista o quarto título seguido da Obmep

Minas Gerais conseguiu, pela quarta vez consecutiva, ser o estado com maior número de medalhas na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). A quinta edição da Olimpíada distribuiu 3 mil medalhas, sendo 300 de ouro, 900 de prata e 1,8 mil de bronze. Deste total, o estado conquistou 776, contra 655 de São Paulo e 319 do Rio de Janeiro, que ficaram com a segunda e terceira colocações, respectivamente.

O resultado foi divulgado em Brasília, nesta segunda-feira (14) e Minas Gerais conseguiu o primeiro lugar em todas as categorias. Na categoria medalha de ouro, os alunos mineiros conquistaram 71 medalhas, contra 53 do Rio de Janeiro e 52 de São Paulo.

Na categoria prata, os mineiros conquistaram 223, seguidos pelos paulistas, com 203 e fluminenses, com 123. Os alunos de Minas ganharam 482 medalhas de bronze, enquanto São Paulo ficou com 400 e o Rio de Janeiro teve 143.

O número de participantes da quinta edição da Obmep foi recorde, passou de 18 milhões de alunos inscritos em 2008 para 19,2 milhões de estudantes este ano. Este número representa uma adesão de 43,8 mil escolas de 99,1% dos municípios brasileiros. Em Minas Gerais , 4.245 escolas se inscreveram na Obmep, número que equivale a 85% das escolas do estado que se enquadram no perfil da olimpíada. A premiação dos medalhistas acontece em março de 2010.

A Obmep é realizada pelo Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT), Ministério da Educação (MEC), Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa/MCT) e Sociedade Brasileira de Matemática (SBM

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Ao Mestre com Carinho

ao mestre com carinho

Mark Thackeray é um engenheiro desempregado que resolve dar aulas no bairro operário de East End, em Londres. A turma de alunos indisciplinados é liderada por Denham, Pamela e Barbara, e fará de tudo para que Mark desista da sua missão, como fez com seus predecessores.

Gênero: Drama / Duração: 105 minutos / Ano: 1967 / País de Origem: Reino Unido

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Novembro

livros

Esta nova categoria é pra você acompanhar tudo o que ocorreu no mês do Instituto Superatum.

Novembro é um mês complicado para as escolas. Com muitas provas finais para fazer e corrigir, as professoras ficam sem tempo para mais nada e a escola toda parece entrar, prematuramente, no clima do “já acabou”. Mesmo diante dessa dificuldade, o Instituto Superatum não ficou parado e duas capacitações foram realizadas. No dia 20, a Creche Morada Nova recebeu o tema “Hiperatividade e Projeto Político Pedagógico”, beneficiando dez educadores. Dia 27, foi a vez da Creche Nossa Senhora do Rosário, que recebeu as “Oficinas de Leitura I e II”, das quais participaram sete educadores.

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Concurso Fazendo Arte – Resultado

Três instituições de ensino encararam o desafio: Creche Recanto Alegre, de Contagem, e Creche Morada Nova e Projeto Verena, de Belo Horizonte. As professoras Giselma Xavier, Kátia de Almeida, Itamara Martins, Napoliana dos Santos, Ivaneide Rodrigues e Vera Lucia de Paula, da Recanto Alegre, foram as grandes vencedoras. O tema escolhido foi “Atenção” e a encenação foi a representação de uma situação real, vivida por uma das professoras.

Como prêmio, elas ganharam ingressos para assistir a peça “O melhor do Ceguinho”, de Geraldo Magela.Dia 12 de dezembro, no teatro Icbeu, às 20h.

Ao mestre, com horror

Notícia publicada no jornal Estado de Minas, no dia 25/11, e encaminhada pela profª Vanda Rosignoli

Pesquisa mostra que a maioria dos professores de escolas particulares do estado testemunhou ataque verbal em sala de aula e quase um quarto viu agressão física
Flávia Ayer

O levantamento do Sinpro Minas vai para o Senado, em Brasília. A intenção é de que a pesquisa ajude na aprovação do Projeto de Lei 191/2009, que propõe punição a aluno que cometer violência contra professores no ambiente escolar, público ou privado. A autoria é do senador Paulo Paim (PT-RS) e prevê penas como a transferência do agressor de turma ou expulsão. Instituições de ensino também podem ser responsabilizadas e pagar multa de até 100 salários mínimos. Durante a aplicação de uma prova, ontem, Antônio Daniel Fernandes Coelho, de 42 anos, professor do curso de veterinária da Universidade Presidente Antônio Carlos (Unipac), em Juiz de Fora, na Zona da Mata, levou um soco no rosto do estudante Silvério Geraldo França, de 28, de acordo com registro feito pela Polícia Militar. A agressão reforça dados da pesquisa divulgada pelo Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Sinpro-MG). Intitulado Rede particular: vida de professor e violências na escola, o estudo mostra que ataques verbais e ameaças também fazem parte da realidade das escolas privadas, da educação infantil ao ensino superior.

São, geralmente, atos violentos praticados por jovens, aqueles mesmos donos da responsabilidade de ser o futuro da nação. Os mesmos jovens vítimas de violência, como o estudante da PUC Minas baleado segunda-feira depois de sair da faculdade. A vulnerabilidade dessas pessoas à violência também fora da escola é tão grave que foi foco de relatório divulgado ontem pelo Ministério da Justiça. É a primeira vez que as portas de instituições particulares de ensino se abrem para o tema violência, comprovando que esse cenário não se restringe às escolas públicas. Sessenta e dois por cento dos professores entrevistados disseram ter presenciado agressão verbal em estabelecimentos de ensino. Quase um quarto revelou ter visto agressão física, como a do professor da Unipac. Mais de um terço deles já viu situações de intimidação e ameaças. Um quinto dos profissionais comprovaram a existência de tráfico de drogas nas escolas. Mais da metade já testemunhou episódios de danos ao patrimônio da escola e um quinto presenciou danos ao patrimônio pessoal. Não foi perguntado aos entrevistados se já foram alvo de violência.

Embora tenham sido entrevistados 686 professores de todo o estado, a pesquisa tem como pano de fundo um universo de 70 mil professores de 4.484 escolas particulares de Minas. A amostragem foi escolhida entre os 25 mil sindicalizados. A maioria das instituições está na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Foram investigados mais de 30 tipos de violência, desde indisciplina, passando por roubo, discriminação até homicídio. Grande parte das respostas se refere à relação professor-aluno. Além de escancarar um quadro de violência em locais onde se paga por educação, a pesquisa também aponta supostas causas para o problema. Para a maioria dos professores (75%), a omissão familiar é uma das principais responsáveis por atitudes violentas de alunos. Pouco mais de um quarto (27%) concordam que uma vizinhança violenta tende a influenciar o ambiente escolar. Segundo o presidente do Sinpro Minas, Gilson Reis, o estudo evidencia que a violência fora dos muros das escolas particulares é também reproduzida nesses ambientes. Ele acrescenta que o fenômeno tem se aprofundado ao longo da década. “Desde então, a relação cliente-serviçal está se sobressaindo à relação professor-aluno. Vemos também que a família transfere completamente para a escola a educação dos filhos. Percebemos, entretanto, que este problema ainda está muito internalizado, pois instituições escondem casos de violência e professores ficam intimidados, temendo a perda do emprego”, afirma. NA PELE Diretor do Sinpro Minas e professor do Centro Universitário UNI-BH, Marco Eliel de Carvalho é dos poucos que têm coragem de falar sobre a realidade violenta nas escolas particulares. Há dois anos precisou sair escoltado por seguranças do prédio, temendo a ameaça de um aluno. “Ao contestar uma nota baixa, começou a gritar. Pedi para se retirar da sala e ele se recusou. Quando decidiu sair, estava transtornado”, diz. Carvalho é um dos que acreditam que o problema esteja centrado na fragilidade das relações familiares. “Ela também passou a ser uma relação de troca. Dentro da sala de aula o estudante reproduz esse quadro, sob o discurso de quem paga o salário do professor é ele. Para resolver, é necessário que haja diálogo entre professores, família e sociedade sobre como conviver com a diferença.”

Embora o alvo das pesquisas seja o professor, há estudante que reconheça a gravidade da situação. Uma aluna de uma escola particular do Bairro Buritis, na Região Oeste de BH, que pediu anonimato, conta que há poucos dias uma de suas professoras saiu da sala chorando, depois de ser insultada por um aluno. “Soltam peido-alemão (barbante embebido em substância química, que, quando queimado, libera forte mau cheiro), conversam muito alto. Já houve até roubo de celular em sala. De mais de 40 alunos, só 10 salvam na turma”, conta. Para a vice-presidente do Sindicato das Escolas Particulares do Estado de Minas Gerais (Sinep-MG), Zuleica Reis, esse retrato está longe daquele percebido pela instituição, que representa mais de 700 escolas em Minas. “O professor é a pessoa mais valorizada na escola. A direção nunca permitiria que houvesse qualquer tipo de agressão. Quando isso ocorre, imediatamente as famílias são chamadas, além dos serviços de orientação psicológica.