Archive for setembro, 2009

Brasileira vence concurso mundial de redação

Clarice Zeitel Vianna Silva, 26 anos, estudante de direito e dançarina do Caldeirão do Huck, venceu concurso mundial de redação promovido pela Unesco. Ela concorreu com outros 50 mil estudantes. O tema era “Como vencer a pobreza e a desigualdade”. Veja abaixo:

PÁTRIA MADRASTA VIL
Onde já se viu tanto excesso de falta? Abundância de inexistência… Exagero de escassez… Contraditórios??

Então aí está! O novo nome do nosso país! Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL..

Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter, a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de responsabilidade.
O Brasil nada mais é do que uma combinação mal engendrada – e friamente sistematizada – de contradições.

Há quem diga que ‘dos filhos deste solo és mãe gentil.’, mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe. Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil está mais para madrasta vil. A minha mãe não ‘tapa o sol com a peneira’. Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica. E mesmo há 200 anos atrás não me aboliria da escravidão se soubesse que me restaria a liberdade apenas para morrer de fome.

Porque a minha mãe não iria querer me enganar, iludir. Ela me daria um verdadeiro Pacote que fosse efetivo na resolução do problema, e que contivesse educação + liberdade + igualdade. Ela sabe que de nada me adianta ter educação pela metade, ou tê-la aprisionada pela falta de oportunidade, pela falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-ativa. A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade e esta, por fim, igualdade. Uma segue a outra… Sem nenhuma contradição!

É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam hipócritas, mudanças que transformem!

A mudança que nada muda é só mais uma contradição. Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar.

E a educação libertadora entra aí. O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito. Não aprendeu o que é ser cidadão.

Porém, ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade: nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo burocrático do Estado não modificam a estrutura. As classes média e alta – tão confortavelmente situadas na pirâmide social – terão que fazer mais do que reclamar (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)… Mas estão elas preparadas para isso?

Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de dentro pra fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos, possa acabar com a pobreza e desigualdade no Brasil.

Afinal, de que serve um governo que não administra? De que serve uma mãe que não afaga? E, finalmente, de que serve um Homem que não se posiciona?

Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a um posicionamento perante o mundo como um todo. Sem egoísmo. Cada um por todos…

Algumas perguntas, quando auto-indagadas, se tornam elucidativas. Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil? Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil? Ser tratado como cidadão ou excluído? Como gente… Ou como bicho?

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Plug Minas abre inscrições para 2010

Fonte: www.cultura.mg.gov.br

O Plug Minas – Centro de Formação e Experimentação Digital abre , no período de 21 de setembro a 18 de outubro, inscrições para o processo seletivo 2010. O jovem que se interessar em ingressar em um dos núcleos do Plug Minas deve inscrever-se nos portais www.plugminas.mg.gov.br e no www.educacao.mg.gov.br .

Serão disponibilizadas 1.180 vagas para estudantes e egressos do ensino médio de escolas públicas estaduais de Belo Horizonte e Sabará com idades entre 15 e 24 anos para os núcleos Valores de Minas (500 vagas), Desenvolvimento de Jogos Digitais (500 vagas) e Empreendedorismo Juvenil (180 vagas). As inscrições podem ser feitas em qualquer computador conectado à internet. Haverá postos de inscrições no Plug Minas – Rua Santo Agostinho, 1.271, bairro Horto, em tele centros e escolas estaduais.

A participação no Plug Minas é totalmente gratuita. Os jovens selecionados e regularmente matriculados ainda recebem alimentação e vale transporte (se necessitarem) durante todos os dias de atividades regulares nos núcleos. (Para o processo seletivo não serão disponibilizados alimentação e vale transporte).

Dicionário Houaiss de Sinônimos e Antônimos

Diconário Houaiss

Com mais 187 mil sinônimos e 86 mil antônimos divididos em 19.450 entradas, esse dicionário facilita o encontro da palavra mais adequada para cada situação. Com um sistema de busca simples, é acessível a todos os leitores.

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Sugestão de Notícia: “As lições de Nova York”

Sugestão encaminhada por Maria Amélia Monteiro Pires.

Matéria publicada na Revista Veja São Paulo, de 12.08.2009

Antes de 2002, apenas 40% do total de l.l milhão de aluno das esco­las públicas de nível fundamental do estado de Nova York atingia o concei­tos “adequado” ou “avançado” na avalia­ções do governo americano. Nas prova aplicada neste ano, 82% ficaram acima da média em matemática e 69% em in­glês . A melhoria deveu-se  a um conjunto de medida para apoiar os professores em suas dificuldades cotidiana . “Enfrenta­mos resistência dos sindicatos, tivemos de mudar algumas leis e trocamos 80% dos diretores”, disse o subsecretário de Edu­cação de Nova York Chris Cerf. “Decidi­mos’ colocar as crianças em primeiro lu­gar.” Ele e teve em São Paulo para o lan­çamento do estudo A Reforma Educacio­nal de Nova York, possibilidades para o Brasil, coordenado pelo Instituto Fernand Braudel, com o apoio da Fundação Itaú Social. VEJA SÃO PAULO perguntou ao pesquisadores , bem como ao secretário da Educação do estado. Paulo Renato Souza. se as ações que deram certo lá poderiam ser aplicadas aqui.

O problema: as escolas tinham necessi­dades específicas, mas tratamento igual.

O que Nova York fez: deu mais autono­mia às escolas, que ganharam poder para selecionar seus professores e decidir que tipo de assessoria pedagógica desejavam ter, podendo inclusive contratar um gru­po privado ou uma ONG. Cada e cola nova-iorquina administra um orçamento médio de 166000 dólares por ano.

Como é em São Paulo: tudo da compra da merenda à contratação de professo­res, é centralizado nas secretarias de governo. Uma exceção, o programa Di­nheiro Direto na Escola, do MEC. re­passa verbas de 10000 reais, em média, para conserto e compra de material e ­colar. “Terno dificuldades legais e cul­turais para dar dinheiro e responsabilizar a e cola por suas ações”, afirma o secre­tário Paulo Renato Souza.

O problema: faltava um diagnóstico pre­ciso do ensino.

O que Nova York fez: passou a aplicar cinco avaliações por ano, de inglês e matemática, e a publicar os resultados num grande banco de dados. O estudante e o professor têm acompanhamento de perto com  uma meta a perseguir. Há uma equipe com a função de propor estratégias de trabalho a aluno com defasagem.

Como é em São Paulo: as avaliações oficiais como Enem, Prova Brasil e Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp) foram incorporadas ao calendário e têm servido para sinalizar prática que estão dando certo. Nos últimos anos as provas foram transformadas em metas de melhorias, com o Índice de   Desenvolvimento da Educação Básica (ldeb) e o do Instituto de Estudo Econômico, Sociais e Políti­cos de São Paulo (ldesp). Entretanto ainda falta orientação para que o professores compreendam seu erros e acertos.

O problema: motivar os educadores a tra­balhar por metas.

O que Nova York fez: combinou in­centivo com sanções, fazendo com que professores e gestores saíssem de uma zona de conforto, criada pela estabilidade na carreira, que também existe lá. Uma escola que falha por dois anos  em bater sua meta corre o risco de ser  fechada. Desde 2002, 95 unidades tiveram esse fim. Depois, reabriram uma equipe nova de educadores.

Como é em São Paulo: há um programa de pagamento de bônus anuais a todos os  funcionários da escola, baseado na meta  estipulada pelo índice do Idesp.  Na semana     passada, o secretário Paulo Renato Souza enviou à Assembléia Legislativa um projeto de lei para instituir outro  sistema de recompensa. Ele seria composto de provas a cada três anos, por meio das quais os melhores professores teriam aumento, independentemente tempo de serviço. Falta um mecanismo de responsabilização, ou punição, especialmente dos diretores.

O problema: diretores tinham e estabili­dade na carreira e visão antiquada.

O que Nova York fez: mudou a lei para permitir aposentadorias antecipadas e ameaçou com demissão os diretores cujas escolas fracassassem por dois ano seguidos nas provas estaduais. Em paralelo, criou um sistema de recruta­mento, aberto a professores da rede e profissionais de fora. Desde o início das reformas, em 2002, 80% dos diretores foram trocados.

Como é em São Paulo: o diretor é titu­lar do cargo. Só sai quando se aposenta ou em raros casos de falhas éticas ou desvio de verbas comprovado. Uma melhoria tímida, iniciada neste ano, foi a estruturação do curso de formação de educadores, no qual se ensinam princí­pio de gestão. “Alguns obstáculos le­gais , como a estabilidade na carreira, não deveriam ser tolerado pela socie­dade” diz Patrícia Mora Guedes, co-au­tora do estudo.

O problema: os pais não acompanhavam a vida escolar dos filhos.

O que Nova York fez: contratou um funcionário por escola para ser a ponte entre o pais e o corpo pedagógico.

Como é em São Paulo: quase metade das escolas estaduais fica aberta no fins de semana, por meio do programa Escola da Família. Essa é a iniciativa mais abrangente entre as  que buscam a aproximação da escola à comunidade.

O problema: crescentes casos de vio­lência envolvendo estudantes, dentro e fora da escola.

O que Nova York fez: assumiu a ques­tão como um problema de educação ­e não de polícia ou da falta de estrutura familiar – e deu autonomia (e recur­sos) a cada instituição para buscar ajuda e propor atividades extras.

Como é em São Paulo: dentro da Se­cretaria de Educação formou-se, há dois meses, o Grupo de Supervisão de Proteção Escolar e Cidadania, que tem entre suas atribuições diagnosticar quais são os episódios de violência mais  freqüentes nos colégios paulistas.

O problema: sensibilizar a sociedade pa­ra as deficiências na educação.

O que Nova York fez: facilitou a atua­ção de ONG’s e da iniciativa privada, na medida em que cada escola podia travar parceria com quem quisesse. Surgiram programas como o Teach for America, em que jovens egressos de universidade de elite dão aula por dois anos com bolsas de estudo e tutorias proporcionadas por empresas como Google e McKinsey.

Como é em São Paulo: também há programas interessantes em curso, es­pecialmente com proposições de gestão escolar. São raros os casos de colégio “adotados” por empresas, como o pri­meiro colocado paulista no Enem, man­tido pela Embraer e localizado em São José dos Campos. Ainda estamos numa fase anterior à nova-iorquina, em que falta sensibilizar a comunidade para a gravidade da situação. Pesquisa do Ibo­pe realizada pelo Grupo Abril no ano passado revelou que 91 % dos brasilei­ros atribuíam nota superior a 5 aos co­légio de seus filhos – ainda que o resultado nas provas nacionais e internacionais seja pífio.

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Sociedade dos Poetas Mortos

sociedade_poetas_mortos Em 1959, na Welton Academy, uma tradicional escola preparatória, um ex-aluno se torna o novo professor de literatura. Porém, ele propõe métodos de ensino que incentivam seus alunos a pensarem por si mesmos e apresenta aos alunos a Sociedade dos Poetas Mortos. Isto acaba criando um conflito entre os diretores que ainda pregam o método antigo e conservador.

Gênero: Drama / Duração: 128 minutos / Ano: 1989 / País de Origem: Estados Unidos

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Abertas as inscrições para Prêmio Professores do Brasil

Estão abertas, até o dia 30 de setembro, as inscrições para o Prêmio Professores do Brasil. A iniciativa do Ministério da Educação está em sua 4a edição e tem por objetivo selecionar e premiar as “melhores experiências pedagógicas desenvolvidas ou em desenvolvimento por professores das escolas públicas, em todas as etapas da educação básica e que, comprovadamente, tenham sido ou estejam sendo exitosas no enfrentamento de situações-problema”. Saiba mais pelo site http://portal.mec.gov.br/premioprofessoresdobrasil/index.php?pagina=inscricao

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Minas é destaque no Enade

UFMG
UFMG

Minas Gerais não fez feio no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), divulgado na última quinta-feira. As universidades federais mineiras confirmaram a qualidade do ensino, tendo a UFMG ficado em terceiro lugar geral e no primeiro entre as que contemplam todas as áreas do conhecimento. Ser a melhor do país não é pra qualquer instituição, mesmo com USP e Unicamp escolhendo ficar de fora da disputa por não concordarem com os critérios de avaliação.  O quarto lugar foi ocupado pela Universidade Federal de Lavras, o sexto pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro e o sétimo pela Universidade Federal de Viçosa. Entre as particulares, o curso de filosofia da Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, (Faje), de Belo Horizonte, alcançou nota máxima.

Entre os 80 cursos que receberam a menor nota, quatro são de instituições mineiras: engenharia de telecomunicações, da Faculdade de Ciência e Tecnologia de Montes Claros; matemática, da Faculdade Cidade João Pinheiro; tecnologia em análise e desenvolvimento de sistemas, da Faculdade de Ciências e Tecnologia de Unaí (Factu); e comunicação e Informática, da Universidade de Uberaba.

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Novas formas de aprender – PRORROGADO

As inscrições para a premiação do Instituto Claro a projetos e práticas  que utilizam novas tecnologias de informação nos processos de aprendizagem foram prorrogadas até dia 11 de setembro. Podem se inscrever estudantes, professores, educadores e instituições de ensino. Ao todo, serão distribuídos 100 mil reais.

Saiba mais no http://www.institutoclaro.org.br/premio