Archive for agosto, 2009

Você participa da educação do seu filho?

Sugestão de pauta encaminhada pelo associado José Mauro Morais (ETS – Engenharia Tecnologia e Serviços)

Com a correria da vida contemporânea, muitos pais deixam com a escola o papel exclusivo de educar seus filhos. No site Educar para Crescer, da Editora Abril, um teste tenta responder à pergunta “Você participa da educação do seu filho?” Faça e veja a resposta:

 http://educarparacrescer.abril.com.br/comportamento/testes/participacao-familiar.shtml

Música volta a ser obrigatória no currículo escolar

1219020_noteDe acordo com a lei nº 11.769, a partir de 2011, as escolas brasileiras vão ter que voltar a ensinar música para estudantes do primeiro ao nono ano. A disciplina foi excluída do currículo brasileiro em 1956. Grande parte dessa vitória foi graças à campanha “Quero Educação Musical na Escola”, coordenada pelo compositor Felipe Radicetti, que retomou o debate sobre a reinserção da música no currículo escolar. O próximo passo agora é definir como a disciplina será ministrada.

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Leitura Urgente

Artigo publicado por Júlia Moysés (Canal C – Comunicação e Cultura) no Superatum Informa de agosto

livros

Uma vez, escrevendo uma matéria para o Estado de Minas, tive a felicidade de entrevistar Ziraldo. Na entrevista, o escritor mineiro defendia a tese de que a escola deixava o aluno com raiva do livro ao obrigá-lo a ler ao invés de incentivá-lo de maneira criativa. Em conversa recente com a presidente do Instituto Superatum, Maria Amélia, descobri, estarrecida, que o hábito de leitura entre os professores beneficiados é baixíssimo. Só posso supor que os atuais professores um dia foram alunos que tomaram raiva dos livros.

E pode alguém que não tem apreço pelo livro ser educador? Não consigo formular essa pergunta sem lembrar da minha professora Célia e, consequentemente, me emocionar. Célia foi minha professora de português. Logo, descobriu que eu gostava de escrever e não me deu moleza. As minhas redações eram milimetricamente corrigidas. Aconselhava-me a devorar livros como receita certeira da boa escrita. Como recompensa pelo trabalho bem feito, pedia que eu lesse meus textos para a turma e para a diretora. Nem ela e muito menos eu sabíamos, mas ali, na quarta série do colégio Izabella Hendrix, era plantada a sementinha da minha formação como jornalista.

E o que Ziraldo, Maria Amélia e Célia têm em comum? O esclarecimento de que é necessária uma nova abordagem do hábito da leitura dentro do universo escolar. O livro deve fazer parte da vida da escola, não apenas nas bibliotecas (quando elas existem!), mas também na sala, no recreio, na conversa do corredor e até na aula de matemática. Afinal, o gosto pela leitura deveria ser pré-requisito para se tornar professor de qualquer que seja a disciplina. É imprescindível e urgente que esse problema seja atacado de frente. Novas sementes aguardam ansiosas por serem plantadas.

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“Escrevendo pela Nova Ortografia”

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Dúvidas sobre as regras do Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa? Antes de entrar em pânico com tantas mudanças saiba que elas são mais simples do que podem, à princípio, parecer. O livro “Escrevendo pela Nova Ortografia”, do Instituto Antônio Houaiss, esclarece não só quais são as modificações, como acentuação, trema e hífens, mas os motivos políticos e econômicos que levaram ao acordo. Firmado entre Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor- Leste e Brasil, o novo Acordo Ortográfico passa a valer a partir de 2009 para documentos oficiais e para a mídia. No ensino público, começa a ser implementado em 2010 e até 2012 as novas regras serão adotadas para todas as séries.

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Projeto Educação Transdisciplinar

mundo

Nos dias 27 de agosto e 09 de setembro, os professores da Rede de Ensino Pública e Privada e estudantes de pedagogia poderão participar do projeto Educação Transdisciplinar, que trará ao Sesc Laces/JK um debate sobre o tema “Promovendo o Desenvolvimento Sustentável”. Palestrantes brasileiros e internacionais discutirão sobre o papel do professor na construção da nação, a inserção de assuntos contemporâneos nas disciplinas tradicionais, entre outros assuntos.

Serviço:
27 de agosto e 09 de setembro, das 19h às 22h
27 de Agosto e 09 de Setembro, das 19:00 às 22:00 horas
SESC LACES/JK – Rua dos Caetés, 603 – Centro – BH/MG
Informações: 3272-0150 ou sescmgjk@uai.com.br
Inscrições: 1 kg de alimento não-perecível

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Sentindo na pele

Sugestão de pauta da advogada e associada do Instituto Superatum, Fernanda Bessa.

Um projeto de lei apresentado ao Senado Federal pelo senador Cristovam Buarque (n◦ 480 / 2007) propõe que todo político eleito seja obrigado a colocar os filhos em escola pública. O objetivo é fazer os políticos prestarem atenção à educação pública, uma vez que a qualidade do ensino dessas instituições os afetaria diretamente. O projeto está em tramitação nas comissões do Senado. Caso aprovado, os políticos terão até 2014 para se adequarem.

E você? O que acha dessa iniciativa?

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Sugestão de Artigo: Brasileiro não gosta de ler?

A professora Vanda Rosignoli, que participa como palestrante de capacitações do Instituto Superatum, nos premiou com a indicação de um artigo da escritora Lya Luft sobre um tema que está muito presente nas ações do Superatum:  o hábito da leitura.  O artigo foi publicado na Revista Veja, no dia 08 de agosto. Segue:

Sábado, Agosto 08, 2009

Lya Luft

veja

Brasileiro não gosta de ler?

A meninada precisa ser seduzida. Ler pode ser divertio e interessante, pode enstusiasmar, distrair e dar prazer.

Não é a primeira vez que falo nesse assunto, o da quantidade assustadora de analfabetos deste nosso Brasil. Não sei bem a cifra oficial, e não acredito muito em cifras oficiais. Primeiro, precisa ser esclarecida a questão do que é analfabetismo. E, para mim, alfabetizado não é quem assina o nome, talvez embaixo de um documento, mas quem assina um documento que conseguiu ler e… entender. A imensa maioria dos ditos meramente alfabetizados não está nessa lista, portanto são analfabetos – um dado melancólico para qualquer país civilizado. Nem sempre um povo leitor interessa a um governo (falo de algum país ficcional), pois quem lê é informado, e vai votar com relativa lucidez. Ler e escrever faz parte de ser gente.

Sempre fui de muito ler, não por virtude, mas porque em nossa casa livro era um objeto cotidiano, como o pão e o leite. Lembro de minhas avós de livro na mão quando não estavam lidando na casa. Minha cama de menina e mocinha era embutida em prateleiras. Criança insone, meu conforto nas noites intermináveis era acender o abajur, estender a mão, e ali estavam os meus amigos. Algumas vezes acordei minha mãe esquecendo a hora e dando risadas com a boneca Emília, de Monteiro Lobato, meu ídolo em criança: fazia mil artes e todo mundo achava graça.

E a escola não conseguiu estragar esse meu amor pelas histórias e pelas palavras. Digo isso com um pouco de ironia, mas sem nenhuma depreciação ao excelente colégio onde estudei, quando criança e adolescente, que muito me preparou para o mundo maior que eu conheceria saindo de minha cidadezinha aos 18 anos. Falo da impropriedade, que talvez exista até hoje (e que não era culpa das escolas, mas dos programas educacionais), de fazer adolescentes ler os clássicos brasileiros, os românticos, seja o que for, quando eles ainda nem têm o prazer da leitura. Qualquer menino ou menina se assusta ao ler Macedo, Alencar e outros: vai achar enfadonho, não vai entender, não vai se entusiasmar. Para mim esses programas cometem um pecado básico e fatal, afastando da leitura estudantes ainda imaturos.

Como ler é um hábito raro entre nós, e a meninada chega ao colégio achando livro uma coisa quase esquisita, e leitura uma chatice, talvez ela precise ser seduzida: percebendo que ler pode ser divertido, interessante, pode entusiasmar, distrair, dar prazer. Eu sugiro crônicas, pois temos grandes cronistas no Brasil, a começar por Rubem Braga e Paulo Mendes Campos, além dos vivos como Verissimo e outros tantos. Além disso, cada um deve descobrir o que gosta de ler, e vai gostar, talvez, pela vida afora. Não é preciso que todos amem os clássicos nem apreciem romance ou poesia. Há quem goste de ler sobre esportes, explorações, viagens, astronáutica ou astronomia, história, artes, computação, seja o que for.

O que é preciso é ler. Revista serve, jornal é ótimo, qualquer coisa que nos faça exercitar esse órgão tão esquecido: o cérebro. Lendo a gente aprende até sem sentir, cresce, fica mais poderoso e mais forte como indivíduo, mais integrado no mundo, mais curioso, mais ligado. Mas para isso é preciso, primeiro, alfabetizar-se, e não só lá pelo ensino médio, como ainda ocorre. Os primeiros anos são fundamentais não apenas por serem os primeiros, mas por construírem a base do que seremos, faremos e aprenderemos depois. Ali nasce a atitude em relação ao nosso lugar no mundo, escolhas pessoais e profissionais, pela vida afora. Por isso, esses primeiros anos, em que se aprende a ler e a escrever, deviam ser estimulantes, firmes, fortes e eficientes (não perversamente severos). Já se faz um grande trabalho de leitura em muitas escolas. Mas, naquelas em que com 9 ou 10 anos o aluno ainda não usa com naturalidade a língua materna, pouco se pode esperar. E não há como se queixar depois, com a eterna reclamação de que brasileiro não gosta de ler: essa porta nem lhe foi aberta.

 

Tecnologia na Educação

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Estão abertas as inscrições para o VII Congresso Internacional de Tecnologia na Educação.  Neste ano, com o tema Educação, Trabalho e Humanismo, o evento será realizado de 30/09 a 02/10,  no Centro de Convenções de Pernambuco. Inscrições e informações pelo site: http://www.pe.senac.br/ascom/Congresso/index.asp

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